Pelo menos 21 reclusos, que faziam greve de fome, morreram, na passada quarta-feira, por intoxicação com medicamentos numa prisão do sudoeste da Venezuela, informou a polícia e uma organização não-governamental.

O Governo da Venezuela confirmou apenas a morte de 13 detidos num total de 145 casos de intoxicação ocorridos na prisão de Uribana, no estado de Lara, no sudoeste do país. Os reclusos avançaram, no início da semana, com uma greve de fome em protesto contra o tratamento desumano e violações de direitos humanos de que dizem ser alvo por parte de funcionários prisionais. Dezassete detidos morreram nessa prisão, segundo a polícia, enquanto outros quatro morreram pelas mesmas razões, no estabelecimento prisional de Tocoron, no estado de Aragua, para onde tinham sido transferidos nas últimas horas, informou o Observatório Venezuelano das Prisões (OVP).

Em comunicado, o ministério das prisões indicou que as mortes foram causadas pela “ingestão incontrolada” de múltiplos medicamentos, incluindo antibióticos, anti-hipertensivos, antiepiléticos, bem como álcool puro.

Segundo o relatório semestral da OVP, no final de junho, existiam 55.007 reclusos nas cadeias da Venezuela, cuja capacidade de lotação é, na teoria, é de 19.000. Do universo de detidos, aproximadamente dois terços aguardava por julgamento. Segundo a ONG, no primeiro semestre de 2014, uma centena e meia de reclusos morreram nas prisões da Venezuela, país de 30 milhões de habitantes.

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