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A vitória da nossa seleção, foi de algum modo uma enorme desforra perante o enxovalho constante a que somos considerados. Não é só o enxovalho sentido por todos os emigrantes que ao longo dos anos têm sido desrespeitados pela arrogância francesa, bem presente ao longo de todo o Europeu, mas também a desforra perante o sentimento de pequenez que tantas vezes sentimos perante os ultimatos, as sanções os resgates de que temos sido alvo.

Foi uma vitória de todos os portugueses, representados na fé inabalável daquele grupo de jogadores que não desistiram de querer mostrar que Portugal afinal não é um país acanhado, diminuto, fraco, como tantas vezes nos temos sentido. Pela vontade de querer provar isso ao mundo, se explica todo aquele levantar de uma Nação, através das bandeiras e dos desfiles desenfreados de buzinas com que se celebrou fraternamente por todo o mundo a vitória do Europeu.

Houve a redenção de um povo que se sentiu de novo triunfador, uma necessidade de demonstrar que apesar de tudo, sentimos orgulho nos nossos feitos, como se de repente nos voltássemos a sentir conquistadores

Terá sido, possivelmente, um excesso de sentimentalismo, uma atitude pacóvia, todo este descomedimento celebrativo, mas precisávamos disto, precisávamos de nos sentir enormes de novo e, precisávamos que o Mundo soubesse disso.

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