Jonathan Rea (Kawasaki) venceu as duas corridas do Mundial de Superbike, disputadas este fim-de-semana no Autódromo Internacional de Portimão, vencendo pela quarta e quinta vez consecutiva na pista portuguesa e destacando-se no campeonato que já liderava antes desta décima ronda, a qual marcou o regresso das Superbike a Portugal.

Na corrida disputada no sábado, o líder do campeonato, que já tinha conseguido a pole-position na qualificação de sexta-feira, arrancou bem e no fim da primeira volta, já levava dois segundos de avanço sobre os adversários, sendo precedido por Chaz Davies (Ducati) que apesar de ter partido de nono depressa conseguiu subir à segunda posição, que manteve até final.

O degrau mais baixo do pódio foi disputado por Marco Melandri (Ducati) e Leon Camier (MV Agusta), sendo Melandri a levar a melhor depois de uma luta renhida. No campo oposto, esteve Eugene Laverty (Aprilia), que partiu da segunda posição, mas acabou a corrida no sétimo lugar.

Refira-se ainda que o dia de sábado ficou marcado pela queda de Tom Sykes no terceiro treino livre, 2º no campeonato, que partiu um dedo, viu a sua Kawasaki arder e ficou impedido de alinhar na corrida perdendo terreno para Rea.

A segunda e última corrida do GP de Portugal, disputada no domingo foi dominada por Jonathan Rea, que não deu qualquer hipóteses à concorrência, apesar de ter largado da nona posição da grelha.

Partindo muito rápido, o campeão do mundo em título, chegou ao comando da corrida na segunda volta após ultrapassar Leon Camier, que havia saído da pole position mas cedo viu Rea chegar na sua roda. Com o piloto da Kawasaki a disparar na frente, as atenções centravam-se então na luta pelos restantes lugares do pódio, onde Eugene Laverty se despachava de Camier, o mesmo acontecendo com Chaz Davies (Ducati) que ascendia à terceira posição.

Na luta pela segunda posição, Chaz Davies acabou por ultrapassar Leverty a 14 voltas do final, abrindo de imediato uma diferença para o piloto da Aprilia, que tinha já na sua roda Michael Van der Mark (Yamaha), isto num altura em que o seu companheiro de equipa, Alex Lowes, sofria uma queda que o obrigava a terminar a corrida mais cedo, sendo transportado para o centro médico para observação.

Michael Van der Mark, a 10 voltas do final subia então à terceira posição em troca com Eugene Laverty, acabando o irlandês da Aprilia por perder mais uma posição para Marco Melandri (Ducati), subindo o italiano à quarta posição, no entanto, com a Ducati a revelar falta de estabilidade, Laverty acabou por recuperar a quarta posição.

Na luta pela quarta posição, a animação das últimas oito voltas foi uma constante, com trocas de posição entre Laverty e Melandri até cinco voltas do final, altura em que o italiano da Ducati acabou mesmo por se desenvencilhar de Laverty e ascender à quarta posição.

Na frente Rea tinha mais de quatro segundos de vantagem para Chaz Davies a três voltas do final, altura em que o britânico da Ducati sofreu uma queda, quando rodava sozinho na segunda posição, deitando tudo a perder no assalto à segunda posição do campeonato, então ocupada por Tom Sykes.

Até à bandeirada xadrez foi um passeio para Jonathan Rea que relegou para a segunda posição Michael Van der Mark a 5,834s, com o piloto holandês da Yamaha a garantir o seu primeiro pódio da temporada.

Marco Melandri foi terceiro a 9,201s, enquanto Eugene Laverty obteve o melhor resultado da temporada com a Aprilia ao terminar na quarta posição a 12,792s.

Contas do campeonato feitas, Rea dilata a sua vantagem no comando do Mundial, somando agora 431 pontos,  enquanto Tom Sykes mantém a segunda posição com 311 pontos, enquanto Chaz Davies é terceiro com 296 pontos.

De salientar ainda,  o total de espectadores presentes nos três dias do  Prosecco DOC Portuguese Round do Autodromo Internacional do Algarve cujo total ascendeu a 41 922, um número sem dúvida significativo e que deram concerteza por bem empregue o fim de semana.

O Mundial de Superbike ruma agora a Magny-Cours, França, para de 29 de setembro a 1 de outubro ser disputada a antepenúltima prova da época.

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