O primeiro-ministro, numa entrevista dada ao expresso, fala da necessidade de criar consensos a fim de preparar o programa de investimentos em infra-estruturas a considerar no próximo quadro comunitário com início em 2020. Isto obriga a que esteja tudo pronto em 2019 para entregar em Bruxelas o que leva a que deva ser devidamente preparado em 2018 e por isso deverá começar a ser debatido neste momento.

António Costa pretende definir em tempo útil a utilização dos fundos europeus, isto para evitar o que sempre tem acontecido no passado, em que estes fundos servem sempre objetivos políticos com interesses económicos, basta lembrar a questão do aeroporto de Lisboa ou o célebre TGV e, são por norma feitos de ânimo leve e sem rigor.

É assim necessário que António Costa comece a querer preparar terreno na criação de consensos, uma vez que é necessária a intervenção do PSD nesta matéria não só por força do que é a representação parlamentar, mas porque falamos de enormes investimentos.

Depois das eleições autárquicas, agora não faria sentido, governo e oposição terão de se entender sobre não só esta mas também outras matérias, o consenso será a palavra de ordem, o que anuncia uma rentrée animada, uma vez que o PSD não tem primado pela racionalidade no que toca ao debate político e exemplo disso mesmo são, não só os últimos discursos do seu líder, mas também os recentes absurdos pronunciados pelo seu inovado líder parlamentar, Hugo Soares, que sobre esta mesma matéria não se conteve e salivou toda uma serie de absurdos.

Avizinham-se tempos difíceis para o Governo e para o País.

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