- Pub -
foto:Pramac Racing

Na primeira corrida completa da Yamaha YZR-M1 de 2026, equipada com o novo motor V4, os pilotos da Prima Pramac Yamaha MotoGP enfrentaram um calor extremo e problemas com a gestão dos pneus em condições exigentes.

Apesar de terem cruzado a linha de meta desapontados com as suas posições finais, tanto Razgatlıoğlu como Miller continuam focados em analisar os valiosos dados recolhidos e em continuar o desenvolvimento do novo pacote.

TOPRAK RAZGATLIOGLU (Prima Pramac Yamaha MotoGP)-P17: “Foi a minha primeira corrida completa em MotoGP e, claro, esperava um melhor resultado. Mas foi uma corrida longa e muito exigente — 26 voltas com este calor são fisicamente desgastantes.

Tivemos alguns problemas claros com a aderência do pneu traseiro, especialmente à medida que a corrida avançava, mas não quero culpar ninguém. Sei que ainda tenho muito para aprender e, ao mesmo tempo, sabemos que a Yamaha está a trabalhar arduamente para melhorar o conjunto.

A aderência esteve bastante limitada durante toda a corrida e pareceu ser uma situação comum para todos os pilotos da Yamaha, uma vez que estávamos a correr muito próximos uns dos outros. Agora, vamos concentrar-nos na próxima corrida. Sei que darei o meu melhor e sei que toda a equipa fará o mesmo.”

JACK MILLER (Prima Pramac Yamaha MotoGP)-P18: ” Obviamente não foi a corrida que esperávamos. No geral, a moto em si não se portou mal durante toda a distância e fisicamente senti-me bem, mas desde o início percebi que tínhamos um problema com o pneu traseiro. Tentei lidar com a situação da melhor forma possível — trocando as velocidades cedo, conduzindo com suavidade, esperando o momento certo para acelerar nas saídas das curvas — mas, à medida que as voltas avançavam, a situação foi-se tornando cada vez mais difícil.

No final, o pneu estava completamente gasto no centro e, nas retas, não conseguia utilizar mais do que um quarto do acelerador. Foi uma situação complicada de gerir.

Ainda assim, foi a nossa primeira corrida completa com a V4. Não correu como queríamos, mas o importante é que todas as quatro motos terminaram e recolhemos muita informação. É uma base para construirmos algo melhor e há muito espaço para melhorar rumo ao Brasil.”

GINO BORSOI (Team Director, Prima Pramac Yamaha MotoGP): ” Sabíamos que o domingo seria difícil. Durante os testes, já tínhamos tido dificuldades, e isso confirmou-se na corrida. Do lado positivo, o Sprint mostrou que somos capazes de manter um ritmo bastante competitivo, por isso é algo que podemos usar como base para o futuro.

Hoje, o principal problema foi a temperatura elevada, que afetou toda a gente, mas parece que nos impactou um pouco mais. Temos de aceitar que este é o nosso ponto de partida. Estamos confiantes de que podemos melhorar a partir daqui, à medida que avançamos para as próximas corridas.”

- Pub -

Deixe o seu comentário