O comércio internacional de todas as espécies de pangolins, um mamífero ameaçado de extinção, foi proibido esta quarta-feira pelo comité da Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies Ameaçadas (CITES), em Joanesburgo, na África do Sul.

“O comité aceitou que todas as espécies de pangolins – africanos e asiáticos – sejam inscritos no anexo I” da convenção, que proíbe o comércio de espécies ameaçadas, foi divulgado ontem na conta oficial da CITES no Twitter.

Até agora, o comércio das oito espécies conhecidas deste mamífero que vive em África e no sudeste asiático era legal, mas regulamentada.

.@CITES agrees in Committee to move all 8 species of , the most trafficked mammal, in Appendix I for stronger protection

O mamífero mais traficado em todo o mundo é um animal típico de regiões da África e da Ásia, de hábitos noturnos e solitários, que costuma enrolar-se sobre o próprio corpo quando se sente ameaçado.

“Esta é uma grande vitória e uma rara boa notícia para uma das espécies mais ameaçadas do mundo”, disse Ginette Hemley, a chefe da delegação da organização mundial de proteção da natureza WWF.

Segundo a conservacionista, “isso conclui as questões sobre a legalidade do comércio, fazendo com que o tráfico seja mais difícil“, apelando aos 182 Estados-membros da Convenção a “implementar rapidamente a decisão”.

A carne delicada, os ossos e os órgãos do pangolim são populares entre os chineses e vietnamitas.

Curandeiros também usam as suas escamas de queratina – o mesmo material do chifre de rinoceronte — como componente terapêutico. Na cultura tradicional africana, o mamífero também é conhecido por afastar o mau-olhado.

A reprodução destes mamíferos é também muito difícil.

/Lusa

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