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François Hollande derrotou a direita de Sarkozy e foi, na altura, uma esperança renovada para todos os socialistas europeus. Hollande representava o recuperar da coerência e cooperação europeia ao nível de Delors. Cedo Hollande se revelou um engano, demonstrando ser alguém pequeno e sem dimensão política.

A França teve sempre tratamento especial na União Europeia, sempre soubemos que a França não cumpria o défice, com mais ou menos desculpas, sabíamos que era o que acontecia. Não é surpresa para ninguém que os Estados membros não são todos iguais e que ao contrário dos países do Sul da Europa, que têm obrigatoriamente de cumprir as metas orçamentais pagando com a sua soberania o seu financiamento, os países do Norte da Europa arrogam a sua sobranceria com a altivez de quem se sabe realmente melhor. Que a dita União de Estados, que não são todos iguais, de facto não existe de forma solidária e coesa para todos, não é novidade, o que choca é a sua confirmação de forma tão desavergonhada por parte agora dos líderes europeus.

Hollande vem agora confirmar, através do livro “ Um presidente não deveria dizer isto” um acordo secreto feito com Bruxelas, assumindo assim todo o chauvinismo europeu. Pelo dito acordo a França não sofre qualquer sanção por ultrapassar o défice, a França não está sujeita às mesmas regras impostas aos países “pequeninos” e isto pode publicamente ser dito!

Hollande fez questão que o mundo soubesse que a ele se deve a discriminação no tratamento entre países membros da União Europeia, tinha de se saber que a ele se deve a imposição de ser tratado de forma diferente das regras que impõe aos outros.

Fica mal Hollande, mas a isso já nos acostumamos, fica muito mal à Europa mais um embaraço.

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