A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) defendeu, em carta aberta ao ministro Nuno Crato, um compromisso alargado para a Educação a longo prazo e considerou “intolerável o clima de instabilidade existente atualmente” na escola pública.

“Não se pode compreender que o ano letivo ainda não esteja a funcionar em pleno no final do 1.º período, nomeadamente que existam escolas que não funcionam até às 17:30 (sem AEC – Atividades de Enriquecimento Curricular), sem os necessários apoios educativos especiais e sem o adequado funcionamento da Ação Social Escolar. A escola hoje, porque global, realiza também um papel social fundamental”, defende a Confap, na carta dirigida ao ministro da Educação e Ciência, datada de 21 de dezembro e hoje divulgada à comunicação social.

Para os representantes dos pais, limitar neste período recursos das escolas no apoio às famílias, coloca em causa a igualdade de oportunidades e não ajuda a combater as desigualdades sociais.

A Confap deixa ainda críticas às criações e alterações com “frequência excessiva” de medidas educativas.

“Por isso, se lamenta que a Educação esteja cada vez mais instrumentalizada com preocupações desfocadas do essencial – as crianças e os jovens portugueses – e assim, que os partidos ainda não tenham sido capazes de assumir um compromisso para a Educação que garanta a estabilidade e um rumo das políticas educativas a longo prazo, o que se considera essencial para o superior interesse do país”, lê-se na carta.

Lusa

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