Ainda em relação à Caixa Geral de Depósitos, continuam a existir alguns pontos por esclarecer. É absolutamente lamentável que se tente alterar a lei para satisfazer alguém que irá receber um estrondoso ordenado, como se não existisse em Portugal mais ninguém com capacidades para ocupar o dito cargo.

A tentativa de igualar as remunerações dos quadros de gestão de topo praticados pelo sector privado, embora não exista uma relação direta entre altas remunerações e qualidade de gestão, será uma estratégia compensatória se a uma melhor gestão corresponderem melhores decisões administrativas. Será esta a justificação do Governo uma vez que para além da contratação milionária desta nova administração da CGD, fizeram por chumbar a proposta do PCP que pretendia limitar as remunerações de gestores.

Não é no entanto, de todo explicável que para isso se altere a lei e não se faça cumprir o que sempre foi feito sobre a transparência das contas dos gestores públicos em relação a quem lhes paga o ordenado, ou seja, os contribuintes.

Não pode ao nível do chamado serviço público haver um tão acentuado nível de desigualdades salariais, nem mesmo com a justificação que se trata de alguém dito tão extraordinário e competentíssimo a nível profissional, é injusto e imoral, com a agravante de envolver alterar as regras existentes. Estas servem para manter alguma transparência em relação ao que se faz com o dinheiro que é de todos nós.

 

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