O chefe da rede terrorista Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, ameaçou os Estados Unidos de repetir “milhares de vezes” os ataques do 11 de setembro, num vídeo difundido por ocasião do 15º aniversário dos mortíferos atentados de Nova Iorque.

O 11 de setembro “é o resultado dos vossos crimes contra nós”, afirmou Al-Zawahiri dirigindo-se aos Estados Unidos, num vídeo divulgado em vários sítios jihadistas na internet.

O islamita radical egípcio assinalou que “os crimes prosseguem” e que o 11 de setembro “vai repetir-se milhares de vezes”.

A 11 de Setembro de 2001, um grupo de terroristas, mais tarde ligados à Al-Qaeda, sequestrou quatro aviões comerciais de passageiros.

Duas destas aeronaves foram despenhadas contra as duas “torres gémeas” do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos dois edifícios.

Uma terceira aeronave foi despenhada contra o edifício do Pentágono, em Washington, e uma quarta aeronave, presumivelmente dirigida à Casa Branca, despenhou-se num campo na Pensilvânia, depois de os passageiros terem reagido aos sequestradores.

Os atentados de 11 de Setembro provocaram a morte a 2996 pessoas, e ferimentos em mais de 6.000.

Estas ameaças surgem nas vésperas do aniversário do atentado de 2001, num momento em que responsáveis norte-americanos referiram que os Estados Unidos estão aptos a proteger-se dos ataques jihadistas sofisticados, apesar de permanecem vulneráveis a operações mais rudimentares efetuadas por extremistas locais.

No vídeo agora divulgado, o líder da organização terrorista evoca a política dos Estados Unidos face aos países árabes e muçulmanos, condenando a sua ocupação dos territórios destes países e o seuapoio a governos “criminosos e corruptos”.

Al-Zawahiri apela ainda à união dos jihadistas e exorta os afro-americanos a converterem-se ao islão para se “protegerem” das leis dos Estados Unidos que afirmou serem controladas “pela maioria branca”.

Após o 11 de setembro, os EUA focalizaram o seu combate antiterrorista contra a Al-Qaeda e os talibãs afegãos, mas hoje visam prioritariamente o grupo jihadista Estado Islâmico, principal rival da Al-Qaeda e que ocupa largas faixas de território na Síria e Iraque.

Os combatentes do EI provaram a sua capacidade de planificar e inspirar ataques na Europa e nos Estados Unidos, cometidos muitas vezes por residentes ou cidadãos do país atacado.

ZAP / Lusa

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