O neurocirurgião faleceu esta quinta-feira, aos 72 anos de idade, depois de lutar há vários anos contra um cancro na pele.
João Lobo Antunes faleceu esta quinta-feira, aos 72 anos de idade, revelou à agência Lusa fonte do Ministério da Saúde.
O médico neurocirurgião estava a lutar contra um cancro da pele há vários anos e o seu estado de saúde piorou bastante nos últimos dias.
Licenciado e doutorado em Medicina pela Universidade de Lisboa, Lobo Antunes viveu nos Estados Unidos durante mais de uma década, onde integrou o Departamento de Neurocirurgia do New York Neurological Institute, Columbia Presbyterian Medical Center, da Universidade de Columbia.
Regressou a Portugal em 1984, tornando-se professor catedrático na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Deu a sua última aula em 2014.
O neurocirurgião dedicou-se principalmente ao estudo do hipotálamo e da hipófise.
No ano passado, foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Saúde 2015, altura em que foi recordado como o primeiro médico da história a implantar um olho eletrónico num cego, um implante que, desde então, já foi feito em 15 invisuais, permitindo-lhes ver algumas formas e distinguir certas cores.
Foi Vice-Presidente para a Europa do World Federation of Neurosurgical Society; Presidente da Sociedade Europeia de Neurocirurgia; do Conselho Superior de Ciência, Tecnologia e Inovação; da Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa e da Academia Portuguesa de Medicina e Professor Convidado da Universidade de Pequim.
Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a Grã Cruz Militar de Sant’Iago de Espada e a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
Venceu o Prémio Pessoa em 1996, recebeu em 2003 a Medalha de Ouro de mérito do Ministério da Saúde e em 2013 o Prémio da Universidade de Lisboa.
A nível político, foi mandatário nacional das candidaturas presidenciais de Jorge Sampaio, em 1996, e de Cavaco Silva, em 2006. Fez parte do Conselho de Estado entre 2011 e 2016.
Era atualmente presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) e o Conselho de Ética da Fundação Champalimaud.
ZAP / Lusa

































