foto : Berk™ / Twitter

Nas redes sociais há inúmeras imagens de copos, garrafas e baldes que comprovam o quão escura era a chuva. As análises efetuadas a essas águas indicam que esta contém partículas provenientes dos incêndios, que aumentaram 70% este ano, em comparação com período homólogo de 2018, tendo o país registado 66,9 mil focos até ao passado domingo, com a Amazónia a ser o bioma mais afetado.

Já a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), responsável pelo controle de qualidade do ar no estado, disse que não houve anormalidade de partículas no ar e que não é possível determinar se, de facto, choveu fuligem na capital.

Além da chuva, também o dia se tornou noite às 15h. Uma frente fria encontrou-se com uma massa de ar que continha partículas de incêndios florestais da região da Amazónia. O choque de temperatura entre as duas massas, teve como resultado o escurecimento do dia.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) disse que o tempo húmido e uma massa de ar polar diminuíram relativamente a temperatura desde as primeiras horas do dia.

Os incêndios estão a decorrer nos estados de Acre e Rondônia, bem como no país vizinho, a Bolívia. O vento forte levou as partículas até a cidade, a mais de 2 mil e 200 quilómetros de distância da região mais próxima — Rondônia.

O número de incêndios no Brasil já cresceu 84% este ano. Amazónia, com 52,6% dos casos, é a mais afetada. O país registou 74.155 focos até esta segunda feira.

No início de agosto, o governo do Amazonas decretou situação de emergência no sul do estado e na Região Metropolitana de Manaus devido ao “impacto negativo da desflorestação ilegal e queimadas não autorizadas”.

Depois de o Amazonas decretar a situação de emergência, o governo do Acre declarou, na sexta-feira passada, estado de alerta ambiental, também devido aos incêndios em matas. O número de focos de incêndio no país já é o maior dos últimos sete anos.

ZAP //

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