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Dados retirados do teste do pezinho, o famoso exame de rastreio aos recém-nascidos, que é considerado um indicador válido da natalidade, revelam que este ano se verificou um aumento de cerca de 3000 mil bebés face a 2014.

Depois de 4 anos de uma queda intensa da natalidade, 2015 traz boas notícias ao país, ao revelar que durante o ano anterior nasceram à volta de três mil crianças a mais em Portugal e que a tendência se manteve no primeiro trimestre de 2016.

Estes são dados obtidos pelo chamado teste do pezinho, o exame de rastreio efetuados a todos os recém-nascidos e que constituem um indicador fiável da natalidade. Em Portugal os recém-nascidos são alvo de um estudado no âmbito do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa), onde se pode ler que em média terão nascido mais 14 bebés por dia, nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2015.

Para a presidente da Associação Portuguesa de Demografia, Maria Filomena Mendes, tal facto deve-se à realização de um objetivo de “casais que foram adiando a intenção de ter filhos, alguns durante anos, que estão agora finalmente a concretizá-la”.

Aparentemente o declínio da natalidade em Portugal coincidiu com o período de crise acentuada que o pais viveu, Maria Filomena, acredita que a crise económica e social teve a sua quota-parte de culpa pois para “Além de o país ter perdido a capacidade de atrair imigrantes que eram responsáveis por uma percentagem significativa dos nascimentos, também perdeu muitas pessoas jovens devido à emigração”.

O último ano inverteu o prolongado ciclo de quebra dos números da natalidade em Portugal, nasceram mais 3183 bebés face a 2014. Será que o ciclo positivo se irá manter nos próximos anos?

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