foto : Carlos Santos / Lusa

O ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho e Mustafá, líder da claque Juventude Leonina, saíram esta quinta-feira em liberdade, sujeitos a apresentações diárias às autoridades, no âmbito da investigação ao ataque à academia de Alcochete.

O tribunal do Barreiro decretou ainda para ambos uma caução de 70 mil euros.

O início da leitura da decisão do juiz Carlos Delca, no Tribunal do Barreiro, distrito de Setúbal, estava previsto para as 10:00, mas foi adiado em uma hora devido à greve parcial dos funcionários judiciais, que já tinha motivado a interrupção do interrogatório aos arguidos na terça-feira.

Bruno de Carvalho e Nuno Mendes, conhecido por Mustafá, estão detidos desde domingo, com base em mandados emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

O ex-presidente do Sporting está indiciado por 56 crimes, incluindo crimes de de terrorismo, de dano com violência, de sequestro, de ofensa à integridade física qualificada, de detenção de arma proibida e de ameaça agravada.

Telefonemas e testemunhos foram essenciais para a detenção de Bruno de Carvalho, neste domingo, o mesmo dia em que foi detido o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, mais conhecido por Mustafá.

Tal como nota a Sábado, o alegado envolvimento de Bruno de Carvalho no ataque aos jogadores terá sido confirmado por três dos arguidos. Outras declarações terão sido também consideradas relevantes pelo Ministério Público, como as do antigo responsável do Sporting que fazia a ligação às claques, Bruno Jacinto.

Bruno de Carvalho é visto como o autor moral dos ataques à Academia, que culminaram com a agressão a vários jogadores. O ex-oficial de ligação com as claques, também arguido no caso, terá revelado que Mustafá lhe disse que o ex-presidente deu “luz verde”para o ataque em Alcochete.

Em 15 de maio, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na academia do clube, em Alcochete, por um grupo de cerca de 40 alegados adeptos encapuzados, que agrediram alguns jogadores, membros da equipa técnica e outros funcionários.

A GNR deteve no próprio dia 23 pessoas e efetuou, posteriormente, mais detenções – das quais as mais recentes foram as de Bruno de Carvalho e Mustafá, no domingo -, que elevaram para 40 o número de arguidos, dos quais 38 estão em prisão preventiva.

ZAP // Lusa

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