De acordo com um estudo realizado pela Universidade Portucalense, as dificuldades financeiras obrigam muitos casais a adiar a separação.

A crise pode ter resultado no aumento de muitas coisas – dos impostos, do custo de vida, do desemprego – mas foi também responsável por uma descida: a do número de divórcios. E é assim desde 2008, confirma uma análise feita pela Universidade Portucalense (UPT). Entre 2008 e 2012, a taxa bruta dos divórcios caiu para 2,4%, tendo os registos de divórcios nas Conservatórias de Registo Civil portuguesas dado conta de 25.380 situações de separação legal entre 2011 e 2012.

De acordo com José Augusto Silva Lopes, autor do estudo e docente do Departamento de Direito da UPT, os números mostram que, “sem dinheiro para enfrentar o próprio processo de divórcio e, muitas vezes para pagar as próprias despesas diárias, os casais optam por suportar morar debaixo do mesmo teto”.

Os divórcios entre cidadãos de nacionalidades diferentes levaram a Comissão Europeia a chamar a atenção para os problemas jurídicos que continuam a enfrentar os casais internacionais. Por isso, foi lançada uma consulta pública sobre as soluções possíveis e uma campanha que sensibiliza para as normas aplicáveis às famílias que decidam separar-se.

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