foto : António Pedro Santos / Lusa

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou ao Público que Pardal Henriques está a ser alvo de um inquérito do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP), após uma queixa-crime por burla que foi apresentada por um empresário francês.

Este empresário alega que o advogado lhe ficou a dever mais de 85 mil euros, dinheiro que lhe terá cedido para comprar, no seu nome, uma propriedade no centro de Portugal.

Estes dados já tinham sido avançados na semana passada, mas Pardal Henriques tinha garantido que estava tudo esclarecido e que “não existe queixa nem nunca existiu burla”. O advogado também anunciou que tinha processado o Diário de Notícias que começou por avançar a notícia de que está a ser investigado.

Pardal Henriques reforça a ideia de que essa “hipotética burla não existe” e “nunca aconteceu”, conforme declarações divulgadas pela Rádio Renascença.

“A única coisa que eu tenho dessa hipotética burla – que não existe, que nunca aconteceu – é um ‘email’ do DIAP a dizer que contra mim não corria absolutamente nada naquela data em que já tinha sido anunciada, em Abril”, bem como “um ‘email’ meu a questionar e um ‘email’ posterior do DIAP a dizer que não existia nada”, acrescenta o advogado.

Pardal Henriques diz também que aguarda “com tranquilidade” e que está “perfeitamente descansado”, questionando o timing de divulgação da informação.

“Justamente hoje nós nos revoltámos contra uma estrutura tão poderosa e volto a dizer quem se mete com o PS leva“, destaca.

Pardal Henriques está também a ser investigado pela Ordem dos Advogados, igualmente após uma queixa de burla.

O advogado que se tem destacado na greve dos motoristas é apontado como potencial candidato do Partido Democrático Republicano (PDR), de Marinho e Pinto, às próximas eleições legislativas.

No seu currículo, Pardal Henriques tem um percurso ligado a diversas actividades económicas como empresário, tendo passado por empresas de trabalho temporário, consultoria de gestão e saúde. Em 2011, “foi sentenciado por insolvência culposa“, como aponta o Público, no âmbito de uma destas empresas.

ZAP //

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