foto: (CC0/PD) StockSnap / pixabay

Nos primeiros nove meses do ano, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) perdeu 278 médicos em regime de exclusividade.

De acordo com os dados noticiados pelo jornal Público esta quinta-feira, há menos 278 médicos em regime de exclusividade no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Em setembro, havia 5.205 especialistas a desempenhar funções apenas no SNS, o que equivale a 27% do total de “profissionais ativos com contrato de trabalho” (sem incluir trabalhadores independentes ou prestadores de serviços). Segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), existiam naquele mês um total de 19.291 médicos com os mesmos critérios.

Por comparação, em dezembro do ano passado havia 5.483 médicos em Portugal abrangidos pelo regime de exclusividade, que deixou de existir em 2009, quando foi extinto pelo então ministro da Saúde, António Correia de Campos.

Desde então deixou de ser possível aos novos médicos aderirem a este regime. No final do ano passado, havia 19.614 médicos no SNS, ou seja, 28% trabalhavam em exclusivo para o Serviço Nacional de Saúde. Em termos percentuais, registou-se uma queda de 1%.

O Bloco de Esquerda e o PCP defendem a criação de um regime que atraia os profissionais para o Estado, devido à inexistência de um regime de exclusividade e, sobretudo, à pressão que o Serviço Nacional de Saúde tem sofrido devido à pandemia de covid-19.

Ao Público, Jorge Roque da Cunha, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), disse que o organismo sindical está “de acordo, desde que seja voluntário”. Noel Carrilho, da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), considerou que seria “uma forma direta de chamar e manter médicos” no SNS.

ZAP //

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