foto : Estela Silva / Lusa

A empresa de meios aéreos envolvida no incêndio em Mourão, distrito de Évora, que feriu cinco militares da GNR, nega que os militares tenham sido abandonados no meio das chamas, explicando que o vento mudou de direção e obrigou o piloto a aterrar naquele local.

“O nosso piloto não põe a pistola na cabeça dos bombeiros para que saiam do helicóptero. Os bombeiros saem porque acham que têm condições para sair”, disse Pedro Silveira, presidente da empresa proprietária do helicóptero envolvido no incêndio, em declarações à TSF, recusando assim quaisquer acusações de abandono.

Para Pedro Silveira, é positivo existir uma investigação àquilo que se passou durante o incêndio que atingiu uma zona rural em Mourão. O presidente da empresa adiantou à TSF que, ao que tudo indica, terá sido o vento que mudou inesperadamente de direção, apanhando os militares de surpresa e levando a equipa a aterrar naquele local.

Estas são as indicações que a empresa tem do piloto que, sublinha, tem décadas de experiência. Pedro Silveira acrescenta que a Heliportugal combate fogos há mais 30 anos e nunca tinha vivido uma situação deste tipo.

Pedro Silveira lamenta os feridos e admite que o que aconteceu é “muito grave”, sendo necessário ter muito cuidado nestas avaliações, sublinhando, contudo, que não é o piloto que manda nos operacionais da GNR ou nos bombeiros durante o combate a incêndios.

“Os helicópteros e as suas equipas atuam sob as ordens do respetivo chefe”, remata.

Nesta quarta-feira, o vice-presidente Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG), Adolfo Clérigo, disse ser necessário explicar muito bem o que se passou no incêndio que feriu cinco militares, três dos quais em estado grave.

Adolfo Clérigo, também militar do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, revelou que foram contrariadas as regras básicas.

“Nunca tinha acontecido um comandante largar ou ‘despejar’ os homens no terreno e não voltar a aparecer. Eles tiveram de literalmente correr enquanto conseguiram porque ficaram entregues à sua sorte. Foram largados e abandonados no meio do incêndio”, frisou.

Face ao incidente, o ministro da Administração Interna determinou a abertura, pela Inspeção-Geral da Administração Interna, de um inquérito para apurar as circunstânciasem que ocorreu o acidente que envolveu os militares da GNR.

ZAP //

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