O dia marcado para a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades docentes ficou marcado por uma série de incidentes que mostram a indignação dos professores relativa à realização desta primeira etapa de avaliação.

Um pouco por todo o país registaram-se manifestações contra a prova docente agendada para o passado dia 18. Esta era direcionada para todos os professores com menos de 5 anos de serviço, tendo sido dispensados os que apresentavam tempo superior de docência.

Dos cerca de 13500 docentes inscritos nem todos conseguiram realizar a prova, devido aos boicotes organizados, à recusa da realização da mesma e à greve levada a cabo por grande percentagem dos docentes destacados para vigiarem a mesma.

No Porto, numa das escolas definidas para realização da prova, a não adesão da totalidade dos professores vigilantes, fiz com que esta não se realizasse.

Em Almada um grupo de docentes tentou entrar no estabelecimento de ensino com o sentido de impedir a realização da prova, tendo sido afastados pela polícia.

Em Mirandela cerca de 130 docentes que se tinham inscrito recusaram-se a fazer a prova.

Por realizar ficaram as provas marcadas em cerca de 40 escolas, tendo sido evidente o protesto dos docentes contra a destruição da carreira docentes, levada a cabo pelas medidas que têm vindo a ser tomadas. Desmotivados alguns docentes revelaram- se humilhados por terem de provar em apenas 2horas, e após formação académica e variadas avaliações anuais, os seus conhecimentos para a prestação das suas funções.

Por parte do governo fica a promessa de nova data para a realização da prova pelos docentes que não a realizaram dia 18.

REPORTAGEM: Mara Pereira - iPressGlobal
mara.pereira@ipressglobal.com
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