foto: Jason Prini / Flickr //

Após cinco anos de trabalho, cientistas do Reino Unido descobriram como criar teias de aranha sintéticas capazes de possuir propriedades antibióticas, que podem ajudar a cicatrizar feridas com um risco diminuído de infeção.

 A utilização de teias de aranha que funcionem como biomaterial sustentável é, atualmente, uma área de grande interesse, devido à sua força, dureza, biocompatibilidade e biodegradabilidade.

Agora, os cientistas conseguiram uma conjugação química específica que confere às teias de aranha propriedades antibióticas. O novo material foi desenvolvido com recurso à bactéria E. coli e moléculas capazes de unir outras substâncias que permitem um curativo mais eficaz.

A equipa de investigação explica que a utilização de teias de aranha como curativos para feridas remonta aos tempos da Grécia e Roma antigas, onde estas eram usadas como materiais para curar ferimentos de soldados. A equipa usou esta ideia e, através de novas tecnologias, modernizou-a.

Após conseguirem sintetizar as teias a partir da bactéria E. coli, os especialistas descobriram que podiam cobri-las com o antibiótico levofloxacina, um fármaco utilizado no tratamento de infecções bacterianas.

Segundo o estudo publicado na Advanced Materials, as moléculas são colocadas dentro de uma solução de seda sintetizada, antes de as proteínas formarem os cordões finais. Depois, dá-se o arranjo proteico que origina os cordões de seda com as propriedades físicas e químicas desejadas.

Esta investigação permite uma criação rápida de estruturas de seda biocompatíveis, que poderão ser particularmente úteis no campo da engenharia de tecidos e na biomedicina, não só como base de biomateriais para a matriz celular, mas também como curativos avançados de feridas.

ZAP // Shifter

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