Os reservatórios de água de Vila Franca de Xira foram desinfetados como medida de proteção contra a bactéria ‘legionella’ e a água que abastece as zonas mais afetadas foi clorada, informou a Direção-Geral da Saúde (DGS).

“A título preventivo, as autoridades de saúde e o SMAS procederam à cloragem da água das zonas afetadas. Iniciou-se ainda o processo de limpeza e desinfeção dos reservatórios”, informou a DGS em comunicado. As autoridades de saúde estão ainda a ponderar a “aplicação das medidas de cloragem em toda a rede, de modo a garantir os níveis de cloro recomendados pela Organização Mundial de Saúde”.

Por outro lado, foram recolhidas amostras de água “em novos pontos da rede pública, bem como em reservatórios e nas torres de refrigeração identificadas, nomeadamente num hotel e fábricas da zona)”. A DGS sublinha que “não há qualquer problema com a ingestão de água nas áreas afetadas. Também não existe qualquer risco de contágio pessoa a pessoa”.

Até ao início da noite de hoje foram detetados 90 casos de infeção por ‘legionella’ na Grande Lisboa, dos quais 16 estão em cuidados intensivos, e a DGS admite novos casos. O Hospital de Vila Franca Xira começou na sexta-feira a receber doentes contaminados com bactéria ‘legionella’, sendo que um dos doentes faleceu.

A bactéria ‘legionella’ é responsável pela Doença dos Legionários, uma pneumonia grave, cuja infeção se transmite por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. A infeção, que não é contagiosa, transmite-se por inalação de gotículas de água contaminada, aerossóis, de dimensões tão pequenas que veiculam a bactéria para os pulmões, possibilitando a sua deposição nos alvéolos pulmonares.

A doença atinge em especial adultos, entre os 40 e 70 anos, com maior incidência nos homens. Os fumadores, pessoas com problemas respiratórios crónicos, doentes renais e de um modo geral imunodeprimidos têm maior probabilidade de contrair a doença, cujos sintomas são febre alta, arrepios, dores de cabeça e dores musculares.

Agência Lusa
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