A DECO analisou quase dois mil produtos de lojas online no ano passado e concluiu que algumas sobem os preços cerca de 10% antes da sexta-feira negra, uma tradição americana conhecida pelos grandes descontos.

“Não fique às escuras com a Black Friday” é o título da nota que a Associação de Defesa do Consumidor divulgou recentemente para alertar os portugueses para os perigos da próxima sexta-feira.

A tradição, iniciada por lojas nos Estados Unidos que fazem descontos a seguir ao Dia de Ação de Graças, foi importada para a Europa e são muitas as lojas em território nacional que também aproveitam para tentar conquistar mais clientes.

No ano passado, a DECO fez uma análise de 1862 produtos de lojas online e concluiu que algumas chegam a subir em 10% o respetivo preço dos artigos.

“Esta manipulação pode levar o consumidor a adquirir um produto por acreditar que está a poupar, quando, na verdade, não está”, explica a associação.

Entre as lojas analisadas estavam a FNAC, Rádio Popular, Worten, El Corte Inglês, Staples e a Box.

“Um em cada 20 produtos analisados viola a Lei dos Saldos e das Promoções e a Lei das Práticas Comerciais Desleais”, denunciou na altura a DECO.

Por isso, e com a Black Friday mesmo à porta, a associação aconselha os consumidores a fazer algumas coisas para evitar serem enganados.

“Comece já a registar os preços dos produtos que quer comprar. Acompanhe também os valores praticados nas diferentes lojas, pois podem variar muito consoante o estabelecimento”, pode ler-se na nota.

Além disso, a DECO aconselha a fazer uma lista com os produtos que realmente são necessários. “Evite compras impulsivas só porque está barato”, afirma.

ZAP

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