Foto: // ZAP// José Sena Goulão / Lusa

O Presidente da República saudou este domingo em Tábua a “forma rápida e tão abrangente” como o Conselho de Ministros extraordinário de sábado sobre incêndios “quis tratar de tudo e de tantos dossiês em tão pouco espaço de tempo”.

“Entre hoje de madrugada e hoje de manhã estive a analisar as medidas do Conselho de Ministros. Quero sublinhar a forma rápida e tão abrangente como o Conselho de Ministros quis tratar de tudo e de tantos dossiês em tanto pouco espaço de tempo”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, naquele município do distrito de Coimbra também afetado pelos incêndios do dia 15.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “isto é o início de um processo”.

“Não é o fim de um processo. Sabemos que é um processo demorado, mas que seja o menos demorado possível e que chegue rápido às pessoas”, sublinhou.

O Presidente da República reafirmou ainda a necessidade de uma convergência nacional sobre a temática: “Sem essa convergência não vamos lá”.

Segundo o Diário de Notícias, Marcelo assinalou vários “pontos positivos” nas decisões do Conselho de Ministros, nomeadamente aquilo que diz respeito às comunicações da Proteção Civil. “A ideia de o Estado ter uma participação no SIRESP parece uma ideia fundamental”, acrescentou.

O chefe de Estado considerou ainda importante que a Força Aérea assuma a “responsabilidade cimeira” na gestão dos meios aéreos e aplaudiu o reforço da vigilância e o aumento de equipas de sapadores florestais.

No seu entender, é igualmente positivo que a Proteção Civil tenha um quadro de profissionais próprios, com carreira própria, com dirigentes designados por concurso.

O Presidente também colocou nos aspetos positivos a unidade de missão para a reforma dos sistemas de prevenção e combate. “Mostra a experiência que um comando com liderança clara é essencial”, sublinhou.

A reforma da Proteção Civil, que pretende aproximar a prevenção do combate aos incêndios e reforçar o profissionalismo, deverá passar pela entrada do Estado na rede SIRESP e por vários apoios dirigidos às populações e às zonas mais afetadas.

ZAP // Lusa

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