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A associação ‘Palavras Inquietas’, da cidade do Porto, arrendou uma casa para albergar 3 sem-abrigos e projeta a abertura de uma outra até ao final do ano.

“Palavras Inquietas” é uma Organização sem fins lucrativos, que nasceu no Porto em  fevereiro de 2015 e, que tem como objetivo  “transformar vidas”, ajudando as pessoas que necessitam a encontrar um novo rumo .

O objetivo desta associação evidenciou-se com o arrendamento de uma casa na zona de Paranhos, no Porto, com o sentido de retirar da rua 3 sem – abrigos, um ex-toxicodependente, uma antiga emigrante e um operário desempregado, tendo inclusive já conseguido emprego para um deles.

Segundo Catarina Torres, técnica social e responsável pelo projeto, esta iniciativa resulta da  “contribuição de empresas, privados e de amigos” que levou a conseguir a verba necessária  para arrendar uma casa onde alojou três pessoas que viviam nas ruas do Porto.

Daniel Marques, de 34 anos, é um dos desalojados que através de uma “procura ativa de emprego” começou a trabalhar como empregado de armazém, depois de um percurso marcado por maus momentos, que o fez sair de casa aos 5 anos, viver num orfanato, num colégio de alta segurança e até ser preso, aos 16 anos.

Daniel esta agradecido a associação e afirma: “Se pudesse teria mudado tudo o que fiz, mas agora só penso em ter a minha casa, o meu carro e uma família”.

Outro dos habitantes desta nova casa é Ricardo Carvalho, de 43 anos que até aos 25 anos viveu com a família, mas acabou por abandonado o lar devido a uma relação conflituosa com o padrasto. A crise tirou-lhe os trabalhos que ia fazendo e foi obrigado a viver na rua. No entanto, Daniel afirma “Nunca perdi a esperança. O que não é hoje, amanhã vai ser. E conseguirei os meus objetivos”.

A terceira habitante desta casa é Ermelinda Lopes, de 53 anos, e natural de Avintes, emigrou mas o facto de não se adaptar ao novo país fez com que regressar-se e a vida a levasse à rua. Durante os seus dias na rua teve vários episódios de ausência de saúde, até que encontrou uma nova família através desta associação. Para ela não existe  “qualquer problema em habitar esta casa com estas duas pessoas, pois já as conhecia”,

Catarina Torres revelou à Lusa que a associação “Palavras Inquietas” está num processo de “angariação de fundos para abrir uma segunda casa em Ramalde até ao final do ano”, num esforço que dita também a abertura, “muito em breve”, de uma loja social.

iPG

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