A SpaceX realizou, este domingo, o primeiro teste do foguete Raptor, que poderá levar o Homem a Marte.

O teste bem-sucedido – poucas semanas depois de um dos foguetes da SpaceX ter explodido durante testes – foi acompanhado de perto por Elon Musk, CEO da SpaceX, que publicou no Twitter várias imagens do propulsor.

Nas fotografias, é possível ver o Raptor em ação e a formação dos chamados “diamantes de choque” – pequenos padrões visíveis formados pelos gases expelidos pelos motores de foguetes, jatos e mísseis, resultantes de ondas de choque que normalmente adotam a forma de pequenas bolhas de fumo e discos de luz.

SpaceX propulsion just achieved first firing of the Raptor interplanetary transport engine pic.twitter.com/vRleyJvBkx

 Anunciado em outubro de 2012, o Raptor é uma evolução dos propulsores Merlin 1, que atualmente equipam os foguetões Falcon 9 da SpaceX, sendo muito mais potente do que o seu antecessor e utilizando uma mistura de metano líquido e oxigénio líquido como combustível.

No Twitter, Musk explicou que a pressão na câmara de combustão é três vezes superior à da Merlin e que o objetivo é produzir “um impulso de 382 segundos e 3 meganewtons a 300 bar“.

SpaceX propulsion just achieved first firing of the Raptor interplanetary transport engine

 Embora ainda sejam vagos, os planos da SpaceX são de utilizar o Raptor para enviar o Homem a Marte até 2024, um projeto chamado Sistema Interplanetário de Transporte (ITS), anteriormente conhecido como Transportador Colonial de Marte.

A empresa planeia lançar uma nave não tripulada a Marte até 2018.

O cronograma e mecanismos utilizados para esta unidade com 100 toneladas de carga a ser enviada para o planeta vermelho ainda são um mistério, mas Musk afirma que começará a divulgar mais informações na terça-feira, quando fará um discurso especificamente sobre o tema.

No seu discurso na Conferência Internacional de Astronáutica no México sobre o projeto da SpaceX de colonizar Marte, espera-se que revele o design do ITS e o orçamento da missão, para tentar convencer o governo e a comunidade científica a investirem no projeto.

Canal Tech / HypeScience

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