Investigadores britânicos criaram um teste que pode detetar o cancro na bexiga a partir de determinados odores na urina, uma técnica inspirada por relatos sobre como os cães podem farejar certos tipos de cancro.

O estudo, publicado na revista científica norte-americana PLOS ONE, foi realizado por cientistas das Universidades de Liverpool e de West of England.

Se estudos mais alargados confirmarem a eficácia do teste, este poderá permitir determinar mais cedo um cancro que muitas vezes é caro detetar e tratar, segundo a agência France Presse.

“Pensa-se que os cães podem cheirar o cancro, mas isto não é, obviamente, uma maneira prática para se diagnosticar a doença nos hospitais”, disse Norman Ratcliffe, do Institute of Biosensor Technology da Universidade West of England Bristol.

“Partindo daquele princípio, desenvolvemos um dispositivo que pode dar-nos um perfil do odor na urina. Lê os gases que se desprendem dos químicos na urina quando a amostra é aquecida”, explicou.

Chris Probert, do Institute of Translational Medicine da Universidade de Liverpool, assinalou que a doença, se identificada cedo, “pode ser tratada eficazmente”.

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