CELEBRAR O QUÊ?

Passados 60 anos do Tratado de Roma pouco há para celebrar, uma vez que os princípios que estiveram na génese da fundação da atual União Europeia, estão diferentes. A solidariedade europeia já não existe há muito, esta deu lugar ao discurso dos gastadores versus os regrados, ou ainda os preguiçosos, irresponsáveis do sul da Europa, versus os dedicados e trabalhadores do Norte da Europa.

As últimas declarações do atual presidente do Eurogrupo sobre Portugal, é o mais recente exemplo do fim desses mesmos princípios decretados pelo Tratado de Roma e que instituíram a União Europeia.

As palavras do Sr. Djisselboem podem e devem suscitar a nossa indignação, mas mais do que isso deverão indignar todos aqueles que ainda acreditarão numa Europa unida e solidária. Estes discursos elitistas, quase a tocar o xenófobo, não podem ter espaço numa Europa que se quer unida e coesa, ou que pelo menos queira  realmente continuar a sê-lo.

Não pode haver espaço para este grupo de pessoas na União Europeia o Sr. Djisselboem não é qualificado para a presidência do Eurogrupo e não pode haver qualquer desculpa para o manter no lugar, isto se a União Europeia quiser comemorar mais 60 anos, o que parece que será cada vez mais difícil.

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