A cidade da Maia recebeu este fim de semana, o BASE Jump Exhibition 2014, um evento que contou com a participação de mais de uma dezena de jumpers nacionais e internacionais, que saltaram do famoso edifício Torre do Lidador.

 

O BASE (Building, Antenna, Span and Earth) Jumping é uma modalidade que tem por base o paraquedismo, sendo que a diferença central se situa no facto de o salto ser realizado a partir de uma base fixa. Apesar de já ser um evento comum a nível internacional, esta foi a primeira vez que em Portugal se realizou um certame desta natureza.

Organizado pela Publigest, e com o apoio a nível de cedência de espaço da Câmara Municipal da cidade, este foi um evento inserido no âmbito da Maia-Cidade Europeia do Desporto 2014, tal como Sílvia Macário, organizadora do evento, referiu ao iPressGlobal, “Existem muitos eventos destes na Europa e em outros países mas em Portugal é a primeira vez. O objetivo principal foi promover o Base Jumping para as pessoas ficarem a conhecer. A Câmara é nossa parceira, a Publigeste organizou tudo o que é inerente ao evento, o município apoiou-nos apenas como parceiro.”

Num fim-de-semana de Outono, marcado por algum sol e calor, a cidade da Maia deixou-se envolver pelo espírito de aventura onde o entusiasmo por ver de perto estes saltos, encheu o rosto dos presentes de alguma surpresa.

Portugal esteve representado pelos conceituados praticantes da modalidade, Arlindo Lima e Pedro Pereira, que a par com os “jumpers” internacionais, proporcionaram aos presentes exibições repletas de adrenalina e emoção.

… a primeira palavra que vem a ideia é o risco”

Momentos antes de saltar, o “jumper” nacional Pedro Pereira falou um pouco sobre a modalidade desconhecida para a grande maioria.

iPG- O que se sente segundos antes de saltar de 92 metros de altura?

Pedro Pereira, "jumper" português
Pedro Pereira, “jumper” português

P.P.- É um misto de aterrorizado com uma sensação de super poderes, ou seja, naquele momento nada importa à tua volta, todos os teus sentidos estão de tal forma apurados que não consegues descrevê-los. Sentes-te um super Eu, estás super nervoso, tudo na tua cabeça diz que não deves fazer aquilo, mas consegues reunir toda a concentração necessária para fazer o salto. Mas na verdade, o momento mais fantástico de todos é quando aterras e realmente te apercebes de todo o teu desempenho e cumpres o desafio.

iPG- Quem observa de fora tem a ideia de que esta modalidade apresenta alguns perigos para quem a pratica. Corresponde à realidade?

P.P.-Para as pessoas que não estão familiarizadas com este desporto, a primeira palavra que vem a ideia é o risco. Na verdade esta é uma modalidade praticada por pessoas já com uma grande experiencia, não é qualquer louco que compra um paraquedas e faz isto. É preciso percorrer um caminho, fazer vários saltos de paraquedas e procurar um mentor, alguém para nos encaminhar nesta modalidade que é o BASE Jump. Ou seja, é perigosa, mas é um risco controlado. Todas as modalidades têm riscos, se olharmos para o motociclismo para o automobilismo e ciclismo, também têm os seus perigos.

iPG- Que tipo de preparação temos que ter para sermos um BASE jumper?

P.P.-Para se chegar ao BASE Jump deve-se ganhar experiencia como paraquedista, fazer vários saltos de avião e procurar um mentor para o acompanhar depois de garantir que tem a experiência mínima necessária.

Para a organização a expectativa prendia-se com números e projeção de novos eventos, tal como nos referiu Sílvia Macário: “As expectativas são boas, esperamos cerca de 5000 pessoas para o dia 27 de Setembro e temos já autorização para um campeonato com atletas internacionais e nacionais, exatamente como este mas com bancada de júri e pódio.”

Para quem perdeu o BASE Jump Exhibition 2014, terá a oportunidade de assistir a um evento semelhante, que decorrerá na Ponte D. Luís no Porto, ainda este ano.

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Texto: Mara Pereira / iPressGlobal
Fotografias: Mário Tavares / iPressGlobal
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