foto : christoph_aigner / Flickr

Investigadores norte-americanos desenvolveram um método que poderá revolucionar a cura para a calvície. A solução passa pela utilização de células estaminais.

Um estudo do Instituto Sanford Burnham Prebys, na Califórnia, Estados Unidos, conseguiu desenvolver folículos capilares funcionais na pele de ratos, um avanço que poderia levar à cura da calvície, condição que atinge milhões de pessoas no mundo inteiro.

“Agora temos um método robusto e altamente controlado para desenvolver cabelo de aspeto natural que cresce através da pele usando uma fonte ilimitada de células de papila dérmicas derivadas de iPSC [células estaminais pluripotentes induzidas] humanas. Este é um avanço crítico no desenvolvimento de terapias para perda de cabelo baseadas em células e no campo da medicina regenerativa”, adiantou Alexey Terskikh, professor do instituto.

Há quatro anos, a equipa de Terskikh, liderada por Antonella Pinto, conseguiu fazer crescer cabelo de forma subcutânea em ratos. No entanto, o processo mostrou-se difícil de controlar. Agora, os cientistas conseguiram refiná-lo ao ponto de criar papilas dérmicas – o tipo de célula que fica dentro do folículo capilar, responsável pelo ciclo de crescimento, espessura e comprimento do cabelo – através da pele dos animais.

O processo foi realizado em ratos imunodeficientes que não possuíam nenhum pêlo. Para fazer o cabelo crescer, os cientistas utilizaram uma mistura de células epiteliais do animal com papilas dérmicas humanas, explica o HypeScience.

Este processo utiliza uma estrutura feita do mesmo material biodegradável utilizado como fio para costurar pacientes após as cirurgias médicas. Este material controla a direção do crescimento do cabelo, ajudando-o a adaptar-se e a atravessar a barreira natural da pele.

Ao longo do estudo, foi possível fazer crescer cabelo natural na pele de ratos, o que indicou aos investigadores a possibilidade do método ser aplicado nos seres humanos.

Agora, resta perceber como efetuar o processo nos homens. Contudo, o número ilimitadode células estaminais que podem ser extraídas de uma simples colheita de sangue dão uma perspetiva positiva aos cientistas. Os resultados foram apresentados na reunião anual da International Society for Stem Cell Research (ISSCR).

“A perda de cabelo afeta a vida de muitas pessoas. Estou ansioso para avançar com esta tecnologia inovadora, que poderia melhorar a vida de milhões de pessoas que lutam contra a queda de cabelo”, afirmou o cirurgião plástico Richard Chaffoo.

ZAP //

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