A resposta de Trump ao recente ataque efetuado com armas químicas na Síria, foi uma ofensiva à base militar Síria, sem dúvida um arriscado exercício de demonstração de poder.

Mostrar à Rússia e à China que os EUA estão dispostos a tudo para manter a sua posição de força, não só na luta contra o terrorismo, mas também nas suas relações político-económicas, foi o que Trump quis provar.

Tanto a China como a Rússia têm apoiado a Síria na ONU, por isso é de crer que esta atitude inesperada de Trump comporte um aviso para Pequim e Moscovo, os EUA não irão isentar quem não se opõe ou quem apoia determinadas ações consideradas por Trump inexcedíveis.

O ataque lançado pelos EUA servirá assim dois fundamentos; represália contra as ações e o regime de Assad, mas também, e mais importante, como demonstração de força através do envio de uma mensagem a Putin.

A reação de Putin foi até agora de inação, talvez devido ao efeito surpresa desta atitude com a qual ele não contava certamente. O caminho que se irá seguir nas relações entre os dois países é por enquanto uma incógnita, como ficou demonstrado se Trump consegue tomar decisões de força e não teme usá-las, Putin também, não é menos arrojado nas suas decisões, tem a vantagem de ser menos impulsivo e por isso mesmo torna-se imprevisível o rumo que toda esta posição de forças irá ainda tomar.

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