Engana-se quem pensa que viver sem liberdade é realidade apenas dos que se vêem presos a um sítio. A ausência de permissão para saída, não deixa a mente de ninguém presa a um lugar, é possível ser livre entre paredes e sentir-se preso em liberdade.

Há quem viva preso a si, à sua mente, à sua herança cultural, ao seu pensamento e até ao seu silêncio. Quem de nós se sente realmente livre? Livre de ideias pré-concebidas, livre de julgamento interior, livre do que pensa ou do que lhe ensinaram a pensar!

Possivelmente, muitos de nós jamais se disponibilizaram a parar para pensar na sua liberdade e certamente muitos vivem presos a algo que lhes condiciona à vida. A nossa ação depende do que pensamos e do modo como somos capazes de equilibrar o que pensamos com o que sentimos. Os sentimentos que advêm de um pensamento criado no medo, na angústia, no desconhecimento de nós, projeta para fora a possibilidade de ir, mas o medo do que se vai encontrar mantem-nos sem reflexo, presos a um movimento continuo, repetitivo, que magoa e nos ausenta da realidade. Escravos de uma rotina, de uma mente que pretende guiar um caminho que não é seu, de um auto estima que diminui ao invés de ganhar terreno. O que podemos fazer para cortar o rumo, para redirecionar os passos?

O primeiro gesto é reconhecer o que nos provoca a ausência de liberdade, ser capaz de deixar de lado a postura de vitimização e desafiarmo-nos a iniciar a viagem interior. Aceitar que somos todos diferentes e que temos sempre algo a aprender em cada experiência que vivemos. Depois é ganhar a coragem de aceitar que somos donos de nós mesmos, que conseguimos escutar a nossa consciência e caminhar por onde desejamos. É fazer tudo o que está ao nosso alcance para percorrer cada etapa, cada degrau, cada meta até à porta, que entreaberta se movimenta ao som do vento sem resistência e que precisa suportar cada rajada de vida. Seremos livres quando o exterior não incomodar a paz interior!

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