Paul Rosolie, o naturalista norte-americano que no Verão vestiu um fato especial e foi comido vivo por uma anaconda, revelou que o único receio que teve foi relacionado com o bem-estar da cobra e não com o dele.

Rosolie é o protagonista do documentário Eaten Alive (“Comido Vivo”, em português), que será transmitido este domingo no Discovery Channel. Segundo o The Examiner, o norte-americano colocou um fato especial, regou-se com sangue de porco e foi engolido vivo pela anaconda, a maior espécie de cobra do mundo, ao colocar-se de joelhos em frente a esta.

Agora, ele admite que a experiência poderia ter morto a anaconda e que queria apenas chamar a atenção para a perda de habitat da cobra, que está a ser impactada pela corrida do ouro.

“Não queria stressar muito a cobra, mas sim garantir que o fato era suave e que não a aleijaria. Nunca tive medo. Testámos este fato  e sabia que não corria perigo de vida”, explicou o naturalista ao The New York Post.

A acção foi altamente criticada pelos ambientalistas e amigos dos animais, mas Paul, que se considera “um naturalista”, afirma ser incapaz de fazer mal aos animais.

“O meu objectivo sempre foi chocar as pessoas. Nós, ambientalistas, sabemos como dar sermões ao povo. Quero que mais pessoas saibam o que se está a passar na Amazónia”, continuou Rosolie, que acrescentou que todos os fundos recebidos pela experiência seriam doados para preservar o habitat da anaconda.

“Quando virem o programa, [sei] que as pessoas vão estar comigo. Todos estiveram contra mim, mas saberão que estive na selva para proteger as anacondas”, concluiu.

Cerca de 12 pessoas tiveram de lutar, debaixo de água, para trazer a anaconda de 7,6 metros para cima. Depois, herpetologistas garantiram que a cobra estava de boa saúde.

De acordo com o trailer do programa, Rosolie e o Discovery Channel viajaram até à floresta Amazónia para procurar a anaconda. Depois, colaboradores do canal prepararam Rosolie para ser comido pela anaconda, um animal pode medir até nove metros. “Vamos tornar-me o mais apelativo possível para a cobra. E temos de ir de cabeça”, diz Rosolie antes de ser comido.

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