foto: President of Russia / Twitter

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou este sábado que suspendeu a sua participação no acordo para a exportação de cereais ucranianos que foi mediado pelas Nações Unidas. A decisão foi tomada após ataques a navios russos na Crimeia, que Moscovo alega terem sido levados a cabo por dronas ucranianos.

“Tendo em conta o ato terrorista do regime de Kiev com a participação de especialistas britânicos contra os navios da Frota do Mar Negro e as embarcações civis envolvidas na garantia da segurança do ‘corredor de cereais’, o lado russo suspende a participação na implementação dos acordos para a exportação de produtos agrícolas dos portos ucranianos”, lê-se no comunicado no ministério.

Num comunicado separado, o ministério dos negócios estrangeiros da Rússia disse que não consegue “garantir a segurança dos barcos de carga de civis que participam na Iniciativa do Mar Negro” e suspendeu a sua participação por um período indeterminado.

O chefe de gabinete de Volodymyr Zelenskyy, Andriy Yermak, acusou a Rússia de “chantagem” e de “inventar ataques terroristas”, cita a Reuters.

O Ministro da Agricultura russo, Dmitry Patrushev, já disse este sábado que a Moscovo está pronta a fornecer 500 mil toneladas de gãos aos países pobres nos próximos quatro meses de graça, com a ajuda da Turquia, para colmatar a crise que o fim do acordo possa causar.

Desde a assinatura do acordo a 22 de Julho, vários milhões de toneladas de trigo, milho, soja, entre outros produtos agrícolas e fertilizantes, já foram exportados. O acordo inicial tinha uma duração estimada de 120 dias.

O responsável máximo pela ajuda humanitária das Nações Unidas, Martin Griffiths, disse na quarta-feira que estava “relativamente otimista” em relação a uma extensão do acordo para além de meados de Novembro.

Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral António Guterres, apelou ainda esta sexta-feira a que os dois países renovassem o pacto para a exportação. “Sublinhamos a urgência de fazer isto para que contribua para a segurança alimentar em todo o mundo e para amortecer o sofrimento que esta crise de custo de vida global está a causar a milhares de milhões de pessoas”, apelou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui