Foto: Angelo Carconi / EPA  //

O novo Ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, defendeu que a Itália não pode ser o “campo de refugiados” da Europa, considerando ser de “bom senso” limitar a chegada de migrantes.

“A Itália e a Sicília não podem ser o campo de refugiados da Europa”, insistiu o novo ministro Matteo Salvini, líder da Liga, de extrema-direita, partido que, juntamente com o Movimento 5 Estrelas M5S, anti-sistema, do novo Ministro do Desenvolvimento Económico de Itália, Luigi Di Maio, apoiam o Governo liderado por Giuseppe Conte.

Os bons tempos para os clandestinos chegaram ao fim: preparem-se para fazer as malas”, avisou Matteo Salvini, considerando que o novo Governo de Itália “não tem uma posição de força” contra a imigração, “mas sim de bom senso”.

O novo ministro de extrema-direita falava em frente ao centro de receção de migrantes de Pozzallo, um porto na ponta sul da Sicília, que está na linha de frente do apoio a migrantes. É principalmente neste porto e nos do leste da Sicília que os navios militares e humanitários com migrantes resgatados ao largo da costa da Líbia chegam.

Os ministros da Administração Interna da União Europeia devem discutir, numa reunião que decorre na terça-feira no Luxemburgo, a revisão da regra que exige que os migrantes chegados a Itália sejam registados no país e não possam solicitar asilo em outros países europeus.

Matteo Salvini não estará na reunião, estando prevista a aprovação da moção de confiança ao Governo italiano, mas também já anunciou que se vai opor à reforma em curso, que considera “condenar” os países do Mediterrâneo.

ZAP // Lusa

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