foto : João Relvas / EPA

Paulo Chaves, chefe de divisão de informação e imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, referiu-se ao Presidente chinês como “DDT”, sigla corrente para “Dono Disto Tudo”. O Ministério dos Negócios Estrangeiros vai averiguar a conduta do diplomata.

Paulo Chaves meteu os pés pelas mãos em plena rede social. O chefe da divisão de informação e imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros não escondeu o seu contentamento com a visita de Xi Jinping a Portugal, tendo postado algumas fotografias do Presidente chinês no seu perfil pessoal de Facebook com a descrição “The dragon has landed”.

Num comentário a essa mesma publicação, em que um utilizador perguntou se “já estão todos de cócoras e prontos para beijar a barra do casaco?”, Paulo Chaves referiu-se ao Presidente chinês como “DDT”, uma sigla utilizada recorrentemente que significa “Dono Disto Tudo”.

Os comentários de Paulo Chaves despertaram algum mal-estar entre diplomatas que terão ficado muito desagradados. O diplomata carrega nos ombros a responsabilidade de não ser um diplomata qualquer, já que é um dos responsáveis pela missão para a Presidência portuguesa da União Europeia em 2021 e o chefe de informação e imprensa, responsável pelas redes sociais.

A conduta de Paulo Chaves não passará despercebida e será alvo de averiguações. Segundo o jornal Público, o gabinete de Augusto Santos Silva adiantou que “logo que soube deste episódio lamentável” através das perguntas endereçadas, “o ministro determinou ao organismo competente que averiguasse se foi cometida alguma infração”.

Mesmo que “em contexto de conversa privada ou em registo irónico”, este tipo de comentário não é “de todo” adequado para o MNE. Os diplomatas são obrigados a seguir à risca algumas regras de conduta nos seus comportamentos em público. Além disso, no caso de Paulo Chaves, acresce o facto de ser o responsável pela informação e imprensa do ministério.

“Tudo o que possa fazer, dizer ou partilhar nessa rede social será potencialmente visto em função dessa associação”, explicou o MNE, referindo ainda que podem existir “consequências futuras imprevisíveis“.

Marcando a sua posição e distanciando-se da de Paulo Chave, o MNE disse também que a forma como o diplomata se manifestou “não reflete a posição do Governo“.

LM, ZAP //

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