Foto: Goal Point //

O Benfica deu um safanão na crise de resultados – mais do que a nível exibicional -, ao arrancar três preciosos pontos na visita ao Desportivo das Aves, com um triundo por 3-1, a segunda vitória fora de portas esta temporada na Liga NOS.

Num jogo que apenas melhorou um pouco na segunda parte, mas que foi, no seu geral, pobre, a equipa de Rui Vitória dominou, rematou, teve eficácia na altura de alvejar à baliza, mas precisou de duas grandes penalidades para construir o resultado. E do outro lado teve um velho conhecido de 41 anos, Quim, a complicar-lhe a vida.

O Jogo explicado em números

GoalPoint

  • Entrada decidida do Benfica na partida. Nos primeiros dez minutos os campeões nacionais realizaram quatro remates, três deles enquadrados. O ex-benfiquista Quim, com duas defesas, adiou o golo. Ao primeiro quarto-de-hora as “águias” registavam 72% de posse de bola.
  • Aves com algumas dificuldades de construção, patentes nos apenas 50% de eficácia de passe aos 20 minutos. Os homens da casa registavam um remate nesta fase, enquadrado, e já dois cantos, contra três do Benfica.
  • Adivinhava-se o golo “encarnado”, que acabaria por surgir aos 29 minutos. O árbitro assinalou falta de Washinton na grande área sobre Diogo Gonçalves e Jonas não falhou a grande penalidade.
  • Benfica na frente perto da meia-hora de jogo, numa altura em que registava 69% de posse de bola, seis remates, cinco enquadrados, também cinco realizados dentro da grande área contrária.
  • Por volta do minuto 40, duas boas oportunidades, uma para cada lado. Primeiro foi Salvio a cabecear por cima quando tinha tudo para facturar. A seguir foi Nildo Petrolina a cabecear e Rúben Dias a evitar o golo quase em cima da linha. E em cima do descanso foi Defendi a acertar na trave da baliza de Svilar.
  • Jogo pobre na Vila das Aves. O Benfica chegou ao descanso na frente, com um golo de penalty, por Jonas, cinco remates enquadrados em nove, duas ocasiões flagrantes e 60% de posse de bola. O Aves nunca deixou de atacar e registou seis disparos nos primeiros 45 minutos, com dois enquadrados. O melhor em campo nesta altura era Jonas, com um GoalPoint Rating de 6.7. O brasileiro fez o golo, de penalty, rematou três vezes, duas enquadradas, acertou os dois dribles que tentou e fez um passe para finalização.
  • Entrada perfeita do Benfica no segundo tempo. Aos 50 minutos, Jonas rematou, a bola embateu num adversário e sobrou para Salvio. Este, de ângulo apertado, desviou para golo, a bola ia entrar, mas Seferovic confirmou em cima da linha o 2-0. O quarto tento do suíço na Liga NOS e a primeira assistência para o argentino.
  • À hora de jogo o Benfica somava um total de 11 remates, cinco enquadrados e 67% de posse só no segundo tempo. Porém, este continuava a ser um jogo fraco, algo que se podia ver pelos GoalPoint Ratings. Só um jogador, Jonas, registava um ratingsuperior a 6.0 – mais concretamente 6.8.
  • D. Aves a viver bastantes dificuldades na segunda parte para construir lances de perigo. Aos 70 minutos registava apenas um remate no segundo tempo, e sem a melhor direcção. Ao invés, o Benfica somava sete, quatro enquadrados. No total eram 16 para as “águias”, 12 dentro da grande área.
  • Nem de propósito, aos 76 minutos o Aves reduziu, por Defendi, de cabeça, ao primeiro poste após canto da esquerda. Mas na resposta, aos 79, o Benfica ampliou para 3-1, de novo por Jonas e também de penalty, a castigar falta sobre Pizzi.
  • Aos poucos o Aves foi reduzindo o domínio benfiquista em termos de posse e, aos 80 minutos, registava 41% só no segundo tempo, embora sem grande expressão no remate (dois, um enquadrado). O Benfica tinha o jogo sob controlo.

O homem do jogo

O momento do Benfica não é o melhor, por isso não será de todo fora do normal se Jonas se tornar no crónico melhor em campo nos jogos das “águias”. Ele que parece manter a bitola elevada. Este domingo o brasileiro voltou a brilhar, com dois golos, ambos de penálti, em seis remates, três deles enquadrados. O avançado registou ainda dois passes para finalização, dois dribles certos em duas tentativas, ganhou oito duelos em nove e colocou nove vezes a bola na área contrária – terminou com um GoalPoint Rating de 7.7.

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